Não gosto muito do autor, mas conquistou-me com este texto, a mim e à Sara.
na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.
De José Luís Peixoto
Na hora de pôr a minha mesa vamos ser sempre seis.
Menos a Sara e a Vira que estão na casa delas, a Inha que também está na casa dela.
O Cino que já partiu e a Guida que passado algum tempo foi ter com ele.
Cada um deles não é um lugar vazio na nossa mesa, é uma presença eterna.
Nunca como sozinha porque eles estão sempre aqui.
Enquanto uma de nós estiver viva, seremos sempre seis, na hora de pôr a mesa.
:) sabes bem que sim! sempre sempre
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