sexta-feira, 5 de março de 2010

Serendipity

A algumas horas da minha curta viagem, em trabalho, ao Qatar, que também posso chamar de primeira internacionalização laboral, faço um balanço. Acho que merecia esta viagem, veio em boa altura, esforcei-me bastante para que acreditassem que me poderia ser dada esta oportunidade. Vou aproveitá-la. É bom ser com a Claudinha, sempre dá para nos "apoiarmos" uma na outra e divertirmo-nos juntas
Li recentemente a palavra Serendipity, que pelos vistos significa descobertas afortunadas, aparentemente por acaso. Se assim for tenho serendipity na minha vida, muita coisa me tem aparecido por acaso e tem sido positivo.  É também o nome de um filme que para Português traduziram como "Escrito nas Estrelas". Gostei da palavra, do seu significado e da tradução esquisita, apesar de não ser muito crente no que diz respeito ao destino estar traçado desde que nascemos. Nunca quis saber o que o futuro me reserva.
Acredito que realmente há coisas que estão "escritas nas estrelas". A menos de quinze dias de fazer 30 anos, posso dizer que a vida me corre bem. Não sei se era assim que estava escrito que ia ser, mas sei que gosto da forma como tem sido, apesar de todos o contratempos, de todas a perdas, que me fizeram crescer um bocadinho depressa demais. Não choro o que passou, não me arrependo do que não fiz nem das decisões que tomei. "Choro" as perdas que tive e que levaram parte de mim, mas fortaleço-me em todas elas. Tenho bons amigos, bom namorado, uma família pronta para o que é preciso. Todos para o bem e para o mal...
Começo a sentir que se calhar não é assim tão mau fazer 30 anos, tenho só um cabelo branco, o mesmo cabelo branco que o Zé descobriu quando eu tinha 20 anos e que apelidou de "estremosa", por isso aparentemente estou na mesma. Por dentro não, não sei se estou mais forte ou mas fraca. Há coisas que mudaram com o tempo, há receios que agora se tornam mais evidentes, aos meus olhos. Ambiciosa nunca fui, sempre quis o meu lugar (porque acho que tenho um e mereço-o) e nunca o dos outros. Sou feliz com o que sou e com o que tenho, apesar de saber que posso sempre fazer melhor do que faço.
Hoje ouvi uma música que dizia qualquer coisa como "...quem fui eu não sou mais" e realmente hoje eu sinto que quem fui eu não sou mais.
Fica a música que é mas alegre que o texto

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